terça-feira, 7 de maio de 2013

A mulher em ...E O Vento Levou

É sem dúvida que as personagens criadas por Margaret Mitchell em "E O Vento Levou" são marcantes e acabam muitas vezes apagando os homens. Até porque a obra foca na vida das mulheres da Guerra da Secessão dos Estados Unidos. Afinal, quem não se lembra da Mammy, da Melanie, da Tia Pittypatty e, é claro, a tempestuosa Scalett?

Esse post tem como como objetivo comparar um pouco das personagens com as atrizes que as interpretaram. Será focado em quatro figuras: Scarlett, Melanie, Mammy e Ellen O'Hara.

Aguarde.
As mulheres sabiam por experiência própria que numa terra onde os homens não fossem contrariados nem feridos na sua vaidade a sua vida decorreria numa atmosfera tranquila e aprazível. Por isso, desde o berço até à sepultura elas se empenhavam em lhes proporcionar uma existência feliz atenção que os homens retribuíam prodigamente com galantaria e estima, cumulando-as de gentilezas, reconhecendo espontaneamente todas as suas virtudes e qualidades, salvo a da inteligência.

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Infâmia (1961)

Infâmia (The Children’s Hour) é uma produção de Metro-Goldwyn-Mayer, de 1961, dirigido por William Wyler (mesmo diretor de Ben Hur), estrelado por Audrey Hepburn, Shirley MacLaine e James Garner. Baseado na peça The Children’s Hour, de Lillian Hellman, que teve espaço na Broadway em 1934, William Wyler dirigiu duas versões do filme, uma em 1934 com o título These Three e estrelado por Miriam Hopkins, Merle Oberon e Joel McCrea, e o citado primeiramente, que recebeu o mesmo nome da peça. A versão de 1961 teve 5 indicações ao Oscar, 3 indicações ao Globo de Ouro e vencedor do Laurel Awards na categoria de melhor atriz dramática com Shirley MacLaine.

O filme é sobre duas jovens professoras, Karen Wright (Audrey Hepburn) e Martha Dobie (Shirley MacLaine), que administram uma escola para garotas. A carreira de ambas é colocada em risco quando uma das alunas, Mary Tilford, começa a contar mentiras sobre elas à sua avó, Amelia Tilford, alegando que viu e ouviu as duas professoras no quarto de uma delas tarde da noite. A mentira ganha força e os pais de todas as garotas retiram-nas da escola. Karen Wright está noiva de Joe Cardin (James Garner) e mesmo ele passa a acreditar que os rumores são verdade, o que destrói o noivado.

A questão do lesbianismo tem fortes tendências no filme, onde os personagens começam a questionar se a amizade das duas professoras pode ultrapassar isso. A década é por volta de 1934 e a censura é rígida, por isso a ruína para as professoras. É sobre o forte poder da mentira e nos leva a refletir se não existe alguma verdade embutida na causa e consequências.

Apesar de o filme ter a temática LGBT, nem mesmo as atrizes principais conversavam sobre o assunto, como Shirley MacLaine confessa, no documentário The Celluloid Closet, de 1995, “Não sabíamos o que estávamos fazendo”.

Numa das cenas finais do filme, Martha confessa a Karen que a ama. É uma cena dramática pelo valor da relação, da amizade das duas, bem como um pesar social, onde uma pessoa sofre por amor e não pode ao menos dizer isso porque não é “natural”, não é correto aos padrões sociais, tradicionais. Martha diz que se sente poluída e culpada pela ruína da escola. Karen não a culpa, no entanto, e permanece fiel à amiga.

Quando a câmera está focalizando o rosto de Martha, num dos últimos minutos, ela apresenta uma aparente felicidade. Olha pela janela a amiga andando no quintal da escola, e sorri. É uma cena marcante pois mostra a resignação da personagem ao que aconteceu, como se ela finalmente se conformasse com sua situação. A verdade sobre si mesma que ela tanto tentou esconder de todos e que por fim foi revelada quando uma “aluna entediada” — como ela diz no filme — contou falsas acusações.

Por Josi Siqueira




Aviso: Por razões de trabalho e estudos, estou ficando sem tempo para postar no blog, então não estranhe ficar mais parado do que já está. Mais para frente pretendo postar sobre Jane Austen, sobre filmes de origem lusófona e sobre as grandes divas do R&B do começo do século passado.

sexta-feira, 8 de março de 2013

As mulheres poderosas do cinema clássico

Em virtude do dia Internacional da Mulher (08 de março), aproveito para trazer para vocês uma pequena lista, na qual consta algumas das grandes personalidades pioneiras, quebradoras de recordes e influenciadoras do cinema clássico.


 
AliceGUY-BLACHÉ 

Uma das maiores figuras femininas da história do cinema, Alice Guy, foi pioneira num ramo dominado pelos homens: a direção. Também foi a primeira e única mulher a ser dona de um estúdio, o Estúdio Solax. Responsável por mais de quatrocentos filmes, ainda na época do cinema mudo, Alice Guy também desenvolveu estudos na área de efeitos especiais e som sincronizado. Um de seus filmes, La Fée Aux Choux, de1896, é considerado o primeiro filme narrativo da história. (Para mais, clique aqui).

My youth, my lack of experience, my sex all conspired against me.



 
MaryPICKFORD

A mulher que junto com Douglas Fairbanks e Charles Chaplin, fundou a United Artists. A America's Sweetheart, a determinada empresária. Mary Pickford é, sem dúvida, grande parte responsável pelo deslumbramento de Hollywood, afinal, ela foi a primeira estrela do cinema. Sua imagem era tão forte, que virou manchete quando cortou suas famosas madeixas. Também era produtora e continuou a desempenhar a função, quando sua carreira de atriz estacou.

Make them laugh, make them cry, and back to laughter. What do people want to go to the theatre for? An emotional exercise . . . I am a servant of the people. I have never forgotten that.



 
FrancesMARION

Duas vezes ganhadora do Oscar de Melhor Roteiro Original, em 1929 e 1931, Marion foi a primeira mulher a receber tal honraria. Também foi a roteirista mais paga de Hollywood por quase três décadas. Responsável por grande parte dos filmes de Mary Pickford, ela é a roteirista por trás de The Champ, Anna Christie, Camille, Poor Little Rich Girl, Madame Pompadour, The Son of the Sheik, The Flapper entre outros. Frances Marion é uma das roteiristas mais respeitada do cinema.

[sobre Jean Harlow] The newspapers sure have loused me up, calling me a sexpot! Where'd they ever get such a screwy idea? One look at Harlow and whether you were male or female you could get no other idea; she was the Scylla and Charybdis of sex, from her provocative come-hither expression to the flowing lines of her beautifully proportioned body.



 
MarleneDIETRICH

Certamente no começo do século passado, usar roupas masculinizadas era escândalo. Foi o que Dietrich fez: ela é considerada a primeira mulher a vestir calças em público, na década de 1920. Apesar de alemã, foi dura crítica do nazismo, chegando a ser considerada traidora pelos compatriotas. Um dos maiores sex-symbols da década de 1930, Marlene foi uma das poucas atrizes que conseguiram manter certa popularidade durante a maior parte de sua carreira.

I'm not an actress - I'm a personality.



 
EdithHEAD

A mulher com mais Oscars na história da premiação: 8! Edith Head é, sem dúvida, uma lenda, tanto no meio fashion, quanto no cinematográfico. Ela é responsável por vestir dezenas de atrizes e atores importantes, e famosa por saber enconder 'os defeitos' dos corpos das atrizes.


What a costume designer does is a cross between magic and camouflage. We create the illusion of changing the actors into what they are not. We ask the public to believe that every time they see a performer on the screen he's become a different person.




 
KatharineHEPBURN



Essa dispensa qualquer tipo de apresentações, afinal, ser a atriz recordista em números de Oscars ganhos não é para qualquer um. Também é uma das poucas que foi indicada para o prêmio em cinco décadas. Se destacou tanto em dramas quanto em comédias, Katharine foi uma das atrizes mais versátis de Hollywood. Foi eleita a maior estrela de cinema pela AFI's em 1999.

I remember as a child going around with "Votes For Women" balloons. I learnt early what it is to be snubbed for a good cause.



 
BetteDAVIS

Dona de um forte temperamento, Bette Davis colecionou amigos e inimigos no cinema. Uma das maiores atrizes de todos os tempos, fica atrás de Katharine Hepburn e Meryl Streep em número de indicações ao Oscar. Foi uma das primeiras pessoas a processar o esdúdio para a qual trabalhava. Não conseguiu, mas o barulho que fez foi o suficiente para que outros tentassem. Também foi a primeira mulher a presidir a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas.

Acting should be bigger than life. Scripts should be bigger than life. It should ALL be bigger than life.



 
OliviadeHAVILLAND


Olivia de Havilland, a eterna Melanie, é o nome por trás do sucesso na luta contra o domínio dos estúdios sobre os atores. Bette Davis foi a primeria a processar, mas de Havilland foi a vencedora. A lei chamada Decisão de Havilland, instituida pelo estado da Califórnia, após um processo da atriz contra a Warner, previu uma mudança nos contratos dos atores, possibilitanto a estes mais liberdade nas escolhas de papéis e personagens. Olivia é uma das poucas atrizes a ganhar dois Óscares na mesma década.Também foi a primeira mulher a presidir o júri do Festival de Cannes, em 1965.  (Para mais, clique aqui).

Playing good girls in the '30s was difficult, when the fad was to play bad girls. Actually I think playing bad girls is a bore; I have always had more luck with good girl roles because they require more from an actress.




 
DorothyDANDRIDGE


Num ambiente onde, ser negra, era sinônimo de papéis pequenos, de faxineira ou empregada, Dorothy Dandridge foi a primeira atriz negra a assinar um contrato no qual se negava a interpretar tais tipos de personagens. Dorothy também foi a primeira mulher negra a ser indicada para o prêmio máximo de atuação no Oscar, em 1954, por Carmen Jones.

It [prejudice] is such a waste. It makes you logy and half-alive. It gives you nothing. It takes away.



 
IdaLUPINO

Uma das maiores diretoras de cinema. Foi a segunda mulher a ser admitida no Sindicato dos Diretores. Também teve sucesso como atriz, e foi a única mulher a dirigir a atuar num episódio da série Além da Imaginação.  Dirigiu filmes respeitados como O mundo me odeia e Anjos rebeldes. Na televisão também se descacou em séries importantes como  A Feiticeira e Batman.

I'd love to see more women working as directors and producers. Today it's almost impossible to do it unless you are an actress or writer with power . . . I wouldn't hesitate right this minute to hire a talented woman if the subject matter were right.





Como é uma lista de 10, certamente faltaram muitos nomes na lista. Para não deixar de citar alguns, coloco aqui, uma relação de atrizes, produtoras e diretoras que também contribuiram para que o espaço da mulher na sétima arte aumentasse e fosse reconhecido. Caso lembrar mais algum, cite nos comentários para que possa ser homenageada também.

Lois WeberGermaine DulacLotte ReinigerLeontine SaganDorothy ArznerLillian GishGreta GarboMae WestJulia PhillipsFlorence LawrenceMary Ellen ButeHedy LammarFlorence TurnerJanet GaynorHattie McDanielMyrna Loy

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Animação II: Animadores

Como já dito no meu outro post sobre o início da animação no cinema, este irá focar em alguns dos maiores desenhistas que a indústria já produziu. Alguns dos citados abaixo tiveram influência na animação, como criadores de desenhos significativos, em inovações em linguagens e traços, em novas tecnologias, ou que criaram figuras tão populares que são lembrados até hoje.



Nascido na capital austríaca em 1883, Max Fleischer imigrou ainda criança com a família para os Estados Unidos. Durante a adolescência estudou mecânica e, enquanto trabalhava para o The Brooklyn Daily Eagle, ele se tornou um desenhista. Foi durante este período que  conheceu o animador Joseph Bray, que mais tarde fundou o estúdio de animação Bray-Hurd. 

Determinado a encontrar um modo mais rápido e eficiente, além de econômico na produção de animação, junto com seus irmãos Joe e Dave, inventou o Rotoscope, um dispositivo que rastreava o movimento de ação ao vivo (live action). O primeiro trabalho produzido com a invenção foi o filme de 1915: "Experiment No. 1", que apresentou o palhaço Koko (para o qual Dave posou). 

Outra invenção memorável dos irmãos foi o Rotograph, que combinava live action com animação. Com suas  novas tecnologias, os irmãos, especialmente Max, vieram a criar alguns dos mais populares cartoons, tais como Betty Boop e Popeye.

Max Fleischer foi um dos primeiros a transformar HQ em desenho animado. Em 1941, junto com os irmãos, adquiriu da DC Comics os direitos de adaptação dos quadrinhos do Super HomemOs irmãos foram responsáveis, além de tudo, pela produção e lançamento dos primeiros filmes de animação sonoros:  "Come Take a Trip in My Airship", de 1924 e  "My Old Kentucky Home", de 1926.

Max foi o maior competidor direto de Walt Disney - embora nunca tivessem se conhecido. Max trabalhou vários anos na Bray-Hurd, sendo que em 1921, junto com os irmãos Dave e Lou, fundaram o estúdio Fleischer.

As criações de Max Fleischer são bastante diferentes das de Walt Disney, pois possuem geralmente tema mais adulto, mais psicológico e humor negro, como exemplo, o desenho mais famoso Betty Boop, além de colocar bastante jazz e ritmos mais multiculturais em suas trilhas sonoras. Embora o sucesso de Betty fosse grande, não se compararia ao seu inimigo direto: Mickey Mouse.

Os temas adultos e a competição acirrada levaram o Estúdio Fleischer a diminuir, principalmente com a imposição do Código Hays em 1934. Uma relação deteriorada com o irmão Dave Fleischer e mais imposições da Paramount sobre o estúdio também ajudaram. Mas, ainda assim, nos anos seguintes foram animadas "As Viagens de Gulliver", de 1939, longa produzido para concorrer com o sucesso "Branca de Neve e os Sete Anões" da Disney, e  "Rudolph, a rena do nariz vermelho", de 1948. Mais tarde, em 1954, Fleischer voltou para a Bray-Hurd, como gerente de produção.

Max Fleischer morreu aos 89 anos em 1972. É aclamado como um dos maiores inventores e cartunistas do cinema.





Paul Terry foi um dos mais prolíficos produtores da história: mais de 1300 filmes em 40 anos! Nascido na Califórnia em 1887, Terry em seus primeiros anos trabalhou para jornais como fotógrafo e cartunista, até o lançamento de "Gertie o Dinossauro" de Winsor McCoy, quando seu interesse pela área aumentou.

O primeiro filme que Paul Terry fez foi "Little Herman", de 1915 e naquele mesmo ano "Down on the Phoney Farm", o primeiro no qual aparece um dos personagens mais queridos do autor: o fazendeiro Al Falfa.

Em 1916, assim como Max Fleischer, Paul Terry entrou para o Bray-Hurd Studios dirigindo e produzindo onze filmes da série do Fazendeiro Al Falfa.

Após deixar o Estúdio Bray em 1917, Terry abriu o próprio, mas, ao estourar a Primeira Guerra Mundial, fechou para se juntar ao Exército. Durante este período foram produzidos mais nove filmes.

Em 1920, junto com Amadee Van Beuren, Paul Terry fundou o Fables Studios. Nos novos estúdios, Terry experimentou o som nos desenhos animados, assim como produziu mais novas séries de cinema, e novos desenhos do seu personagem mais popular. Em 1929, Terry e Van Beuren se desentenderam a respeito do som nos filmes e Paul Terry fundou em Nova York os estúdios Terrytown, no qual produziria alguns dos seus mais populares personagens e séries, tais como Mighty Mouse, Gandy Goose e Faísca e Fumaça

Apesar de rápido para implementar novas tecnologias que simplificassem o processo de animação, Paul Terry era mais resistente ao adaptar novos processos de produção, como o som sincronizado e a colorização, o que fazia seu estúdio não ter toda a qualidade que os estúdios Disney e Fleischer ofereciam.

Paul Terry morreu em 1971, anos após vender a Terrytown para a CBS, que além de produzir novas animações, durante anos reprisaria os desenhos na televisão. 




Walt Disney, sem dúvida, é o animador mais conhecido. Não existe quem nunca tenha ouvido falar de Mickey Mouse, Pato Donald ou dos filmes produzidos pela Walt Disney Company. Além, é claro, de ser o recordista em Oscar recebidos durante a carreira: 59 indicações e 22 vitórias!

Enfim, não há muito o que ser dito que todos já não saibam. Disney nasceu em 1901, nos Estados Unidos. Serviu na Primeira Guerra como soldado e depois na Cruz Vermelha. Estudou arte, até criar a pequena companhia cinematográfica Laugh-O-Gram, onde animava conto de fadas.

Na companhia criou dois personagens que lhe foram roubados posteriormente (ele não havia assinado os desenhos): o coelho Oswald e vários curtas sobre a Alice.

Seu próximo projeto foi Mickey Mouse, produzido para competir com o Gato Félix. O primeiro desenho sonoro foi em 1928,  Steamboat Willie, que é muitas vezes considerado pioneiro na tecnologia, embora existam outros produzidos antes.
A obra prima do estúdio, no entanto, ainda estava por vir: Branca de Neve e os Sete Anões (1937), o primeiro longa-metragem sonoro e totalmente a cores. Após o sucesso de Branca de Neve, foram produzidos outros que compõe a lista dos clássico da Disney, tais como Pinocchio, Fantasia e Bambi.

Durante a Segunda Guerra Mundial, Walt Disney participou colaborando com a inteligência do país, chegando a ter seus filmes vetados na URSS. Após a guerra, quase falido, resolve animar o conto Cinderella, de 1950, que ajudou nas finanças do estúdio.

Embora mais conhecidos por seus desenhos e personagens, o estúdio Disney também produziu outros filmes com atores, quase sempre voltados para o público infantil.

O homem morreu em 1966, mas o legado de Walt Disney para a sétima arte e para o entretenimento é enorme: vários parques de diversão (Disneyworld, Disneyland...), múltiplos personagens, e o melhor, reconhecimento como um dos maiores fabricantes de sonhos do cinema. 






Embora sejam duas pessoas diferentes, seus nomes sempre estarão juntos, como um: Hanna Barbera, empresa fundada por William Hanna e Joseph Barbera.

Joseph Barbera, nasceu em 1911, descendente de italianos. Desde cedo demonstrou talento para o desenho, chegando a ir para uma escola especializada. Pobre, trabalhou em um banco enquanto treinava o traço e vendia seus cartoons para revistas e jornais. Após deixar o trabalho no banco, passou um tempo nos Estúdios Fleischer colorizando os filmes de celuloide  Durante a Depressão encontrou-se sem emprego e sem lugar para onde ir. Chegou a escrever para Walt Disney, mas este nunca compareceu ao encontro. Trabalhou algum tempo no estúdio de Amadee Van Beuren, e quando este fechou, trabalhou para o criador da Terrytown, Paul Terry.

William Hanna veio ao mundo numa família de escritores, em 1910. Bastante interessado em jornalismo e matemática, chegou a entrar na universidade para cursar Jornalismo e Engenharia. Mas com a Depressão largou a faculdade e encontrou sua vocação quando começou a trabalhar pintando celuloide para uma pequena companhia, que seria a criadora dos primeiros desenhos da Looney Tunes: Herman-Ising Studios. Mais tarde começou a contribuir com histórias, músicas e piadas para os desenhos.


Quando a MGM decidiu montar o próprio departamento de animação, um dos primeiros contratados foi Hanna, como autor e diretor. Buscando mais talentos, o chefe do departamento foi atrás dos desenhistas de Paul Terry, e contratou Barbera como animador, sendo que este logo se tornou roteirista. 

Infelizmente os talentos contratados pela MGM se desentendiam frequentemente. Muitos deles saíram ou foram despedidos. O departamento estava sendo um fracasso. Até que dois de seus empregados resolveram criar um certo gato que persegue um rato.


Mais voltado para a televisão, já que a Hanna Barbera surgiu pronta para o boom da TV, na década de 1950, trouxeram a luz desenhos como Tom & Jerry, Zé Colméia, os Flinstones, Manda Chuva, os Jetsons, Scooby Doo, e mais uma centenas de outros que embalaram e ainda encantam crianças de todas a s gerações.

De fato, o primeiro sucesso surgiu ainda antes do estúdio ser fundado, na época da MGM: no filme de 1940,  Puss Gets the Boot, no qual apareciam o gato Tom perseguindo seu arqui-inimigo  Jerry. O estúdio foi fundado quatro anos depois, na Califórnia.

Sucessos não pararam de surgir nas décadas seguintes, pois como já foi dito, a televisão passou a ser uma tecnologia presente mais no dia a dia da população norte americana e a dupla visionária se dedicou especialmente a esse novo veículo. 

Os desenhos da Hanna Barbera dominaram a programação infantil das emissoras. Infelizmente, um dia o império chegou ao fim, ao ser comprado pela Turner Enterprises, em 1993, que mais tarde incluiu os desenhos na programação da Cartoon Networks, embora hoje estejam a maioria fora de circulação. 

As criações de Joseph e William estão espalhadas pelo mundo, provavelmente continuam imbatíveis no referente a produções televisivas.

William Hanna morreu em 2001 e Joseph Barbera cinco anos depois, em 2006. Tom & Jerry receberam sete Oscars e a dupla criadora oito Emmys.


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