segunda-feira, 16 de abril de 2012

Edith Piaf Part I - Biografia



      Conheci Edith Piaf através de Marion Cottilard em Piaf-Um Hino de Amor (a cinebiografia de Edith Piaf-2007) e me apaixonei por "La Vie En Rose" através de Audrey Hepburn em Sabrina. Após ver esses trabalhos fiquei encantada e fui procurar quem era a tal. Sua história é incrível, por isso resolvi reproduzir aqui para aqueles que também são fãs. Encontrei uma enorme dificuldade em achar fotos da verdadeira Edith devido a sempre confundi-la com a personagem de Marion Cotillard. Se vocês verem a Marion por ai, é por que eu não consegui distingui-las.
           O post será dividido em dois: um resumo sobre sua vida e o outro focado em sua carreira.




     Edith Piaf foi uma cantora francesa, nascida em Paris em 1915 com o nome de Édith Giovanna Gassion.  O bairro onde nasceu era pobre, bairro de imigrantes. Sua mãe era ítalo-cabila e cantava em ruas, enquanto seu pai trabalhava em circos como contorcionista. Por um tempo, durante a infância, Edith foi criada pela avó materna. Depois, seu pai, em retorno da guerra, levou-a enferma para a casa de avó paterna, para que esta a criasse. 
Édith
     Sua avó paterna trabalhava em um bordel, por isso Edith teve bastante contato com prostitutas e clientes. Isso ocasionou um impacto na personalidade da garota.
        Com sete ou oito anos, perdeu a visão em razão de uma doença chamada queratite. Edith resolveu ir até ao túmulo de Santa Teresa e pediu que esta a curasse. A doença somiu poucos dias depois, tornando Edith uma devota da santa.
         Quando a Primeira Guerra acabou, o pai de Edith retornou e ela passou a viver com ele. Ele retomou seu trabalho nos circos e a garota o acompanhou. Logo Edith começa a demonstrar seu talento nas ruas de Paris.
       Aos dezessete, Louis Dupont apareceu na vida da menina e se apaixonaram. Juntos tiveram uma filha, chamada Marcelle, que faleceu com apenas dois anos vítima da meningite.
Juventude
         Em 1935, Louis Leplée dono do cabaré Le Gerny's  inicia Edith na carreira de cantora. Ele a  tinha ouvido cantar nas ruas e a convidou para um teste. Imediatamente contratada, foi batizada de La Mome Piaf (Pequeno Pardal, devido à sua baixa estatura). Leplée instruiu e construiu a imagem de Piaf: ensinou-a a se portar no palco e escolheu o look pela qual ficou registrada, o clássico vestido preto.
         Apesar do sucesso que se tornou, logo sua vida entrou em declínio quando seu mentor foi encontrado morto, e ela foi considerada suspeita de assassinato. Com a elite que havia assistido Edith cantar virando-lhe as costas, a moça voltou aos bairros onde fora criada.
           Edith perdeu seus pais com apenas um ano de diferença, em 1944 é seu pai e um ano depois, sua mãe.
          Com o fim da Segunda Grande Guerra, Edith consagrou-se novamente: virou musa dos grandes intelectuais, tornando-se a grande dama da música francesa. Um ano depois, viajou a Nova York, onde conheceu o amor de sua vida: Marcel Cerdan, boxeador. No entanto o romance durou pouco, pois em 1949, o avião em que estava Cerdan caiu, fato que levou Edith a depressão e fê-la viciada em tranquilizantes.





Com seu marido Theo Saparo

Com Marcel Cerdan
            Durante os anos 50, Piaf colaborou com vários artistas e participou de vários concertos em Nova York. Em 1952 casou-se Jacques Pills divorciando-se quatro anos depois. Em 1958 sofreu um acidente de carro, que a deixou deformada e viciou-a em morfina. No fim da década, em 1959, descobriu que tinha câncer. Viveu seus últimos anos ao lado do segundo marido Theo Saparo até quando veio a falecer em Provence, 1963. Seu cortejo foi um dos mais assistidos na França, sendo acompanhada por mais de 40 mil pessoas. 







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