quarta-feira, 20 de junho de 2012

A queridinha de todos: Olive Thomas

Antes de Liz Taylor já existia uma jovem com olhos violeta. Antes de James Dean ou Jean Harlow  chocarem o mundo com suas trágicas  vidas, ela já o tinha feito. Antes de Marilyn assombrar o Hollywood Roosevelt Hotel, ela já assombrava o New Amsterdam Theatre. Apresento-lhes a queridinha de todos, a primeira Flapper: Olive Thomas!

 Olive Thomas

A garota dos olhos violeta

Olive Thomas nasceu Oliva R. Duffy, embora ela dissesse que era Oliveretta Elaine Duffy, em 20 de outubro de 1894, na Pensilvânia. Olive, como era conhecida, não teve muita infância e aos dezesseis anos se casou com Bernard Thomas. O casamento era infeliz, então dois anos depois se divorciaram. 


Depois do divórcio, a garota se mudou para Nova York e foi viver com alguns parentes. Lá arranjou um trabalho de vendedora em uma loja de departamentos em 1914, por brincadeira, participou de um concurso que a elegeu a garota mais bonita de Nova York.


Com a publicidade gerada pelo concurso, Olive logo chamou a atenção de Florenz Ziegfeld Jr., que a adicionou ao elenco das famosas Ziegfeld Follies (produções da Brodway). Logo Olive tornou-se um sucesso, sendo perseguida por centenas de admiradores. Sua beleza chegou aos ouvidos de Alberto Vargas, famoso artista peruano, que foi influenciado pela atriz em várias de suas obras, mesmo depois da morte desta.


Depois resolveu aventurar-se pelo cinema. Lá foi uma das grandes concorrentes da "queridinha da América" Mary Pickford, de quem logo veio a se tornar cunhada, ao se casar com Jack Pickford em 1916. (NOTA: No IMDb consta que Olive afirmava terem se casado em 1916, mas só anunciaram o matrimônio em 1917, sendo que em documentos recentemente descobertos revelam que o casal só se casou em 1918).


Ao lado de Jack Pickford

O relacionamento com Jack revelou-se conturbado, embora apaixonado. A família do marido não a aceitava, pois ela advinha do teatro.  


Os papéis performados por Olive Thomas a levaram a ser a primeira de um novo grupo de sex symbols. Junto às vamps e gaminis, Olive deu origem às flappers. 


Olive não podia esperar para ser mãe, e quando em 1919 seu sobrinho ficou órfão, o casal o adotou. 


Em 1920, numa "segunda lua de mel", Olive Thomas e Jack Pickford viajaram para Paris. Após ingerir mercúrio acidentalmente, Olive foi levada ao hospital e veio a falecer cinco dias depois em 10 de setembro de 1920.


Pintura feita por Alberto Vargas

No cinema
The Flapper Girl
A estreia de Olive Thomas no cinema ocorreu em 1916, contratada da Triangle Picture Corp., ao participar de um episódio de "Beatrice Fairfax". A maior parte de seus papéis eram comédias leves, geralmente interpretando adolescentes, como as outras atrizes da época Mary Pickford e Mabel Normand, o que levou as pessoas a apelidá-la de "baby vamp". 
Mas a fama ainda estava por vir. Em 1918, ela assinou com a Selznick Pictures. Aproveitando a imagem de pequena vamp que a atriz havia recebido, Miron Selznick lançou "The Flapper", em 1920. "The Flapper" foi o grande divisor de águas para Olive Thomas. O papel lançou a moda das flappers, que são as garotas no período entre a adolescência e a idade adulta. As flappers usavam saias na altura dos joelhos, cabelo curto e desafiavam as regras sociais.  O sucesso de "The Flapper" levou a atriz a interpretar papéis semelhantes em seus filmes seguintes, como "Youthful Folly" e "Everybody's Sweetheart", ambos de 1920.

Seu último filme, "Everybody's Sweetheart" foi lançado postumamente.


Olive Thomas fez 22 filmes em sua carreira de quatro anos. Destes 22 filmes, dez ainda existem e apenas dois estão disponíveis em vídeo. 

David O. Selznick acrescentou o "O" em seu nome em memória a quem, segundo ele, havia ajudado a consolidar o nome de sua família na competitiva Hollywood.

Morte
A primeira tragédia de Hollywood
A morte da atriz tão precoce levou à várias teorias de conspirações, tanto que Olive é mais conhecida por sua morte que por seu trabalho nas telas. 

A autópsia realizada pela polícia francesa concluiu que a atriz havia ingerido bichloride mercúrio pensando ser remédio para dor de cabeça.

Bichloride de mercúrio era usado no tratamento da sífilis, doença que Jack portava. Uma das teorias dizem que ao descobrir a doença do marido, portanto acreditando que ele havia sido infiel e que ela possivelmente estava infectada, Olive ingeriu numa tentativa de suicídio. Outra diz que Jack deliberadamente envenenou a esposa, no entanto nunca saberemos a verdade.
Depois do envenenamento com mercúrio, Olive foi levada ao hospital. Ficou cega e teve suas cordas vocais queimadas antes de falecer cinco dias depois. Sua morte foi manchete em todo o mundo. Ela só tinha 25 anos e estava no auge de sua carreira.

Ninguém conseguia acreditar que aquela menina cheia de vida havia ido. Então Hollywood colocou a culpa em Paris, com suas seduções, drogas e tentações. Só que mostrou-se errada quando, nos anos seguintes, Hollywood começou a mostrar sinais sua própria maldição: Virginia Rappe, Fatty Arbuckle, William Desmond Taylor, Wallace Reid... 

O fantasma
Quando Michael Jackson morreu, além da teoria de que ele não havia morrido, surgiram também várias de que tinham avistado o cantor em várias partes do globo e em várias situações.  O mesmo ocorreu com Olive, e tantos outros artistas que faleceram jovens. Na mitologia, Olive Thomas habita o New Amsterdam Theatre em Nova York.


Os melhores textos sobre Olive Thomas estão aqui:





sábado, 16 de junho de 2012

Pollyanna, a pequena órfã: Livro e adaptações

Pollyanna a garota mais otimista da literatura. Escrita por Eleanor H. Porter em 1913, é um dos maiores clássicos da literatura infantil. A obra fez tanto sucesso que teve várias continuações e chegou a ser adaptada para o cinema. 

O livro

A autora
Pollyanna conta a história de uma órfã que acabou de perder o pai e vai morar com sua tia Polly, em Boston. Enquanto que Pollyanna é super alegre e otimista, tia Polly é fria e séria. Ao chegar a casa da tia, Pollyanna logo começa a espalhar sua sabedoria de vida pela cidade: o jogo de contente. Tal jogo consiste em sempre pensar no lado bom das coisas. Pollyanna aprendeu o jogo com seu pai, quando em seu aniversário, esperando ganhar bonecas, ganhou uma muleta e o pai disse para a menina agradecer por não precisar delas. 

Em suas andanças pela cidade conhecemos vários personagens interessantes, como Jimmy, outro órfão, o melhor amigo da garota, que Pollyanna achou na rua e arranjou-lhe um lar; o senhor Pendlenton, o homem mais rico da cidade; doutor Chilton, o médico da tia Polly; Nacy a empregada da casa e a senhora Snow, que vivia de mau humor e quando conheceu Pollyanna e aprendeu o jogo do contente se tornou uma pessoa mais agradável.

Quando se olha pela perspectiva do otimismo exagerado de Pollyanna, o livro pode parecer cansativo, no entanto devido à escrita leve e fluída de Porter, não nos sentimos assim. Ao contrário, tentamos ser pessoas melhores através de Pollyanna, pois esta passa por diversas provações com um sorriso no rosto, mesmo quando seu otimismo é posto à prova.

Devido à filosofia da personagem, até hoje, o nome "Pollyanna" virou sinonimo para alguém otimista.

No Brasil, o livro foi traduzido pelo verdadeiro "rei dos baixinhos" Monteiro Lobato, que além desse também foi o responsável pela tradução de vários clássicos, como Alice no País das Maravilhas e dos Espelhos, Contos de Andersen e de Grimm, Robinson Crusoé e Robin Hood.


Continuações

Devido ao sucesso do primeiro livro, em 1915 Eleanor H. Porter lançou o segundo volume: Pollyanna Moça (Pollyanna Grows Up), que mostra a vida da garota já na fase adulta, aos vinte anos.

Mais onze sequências foram lançadas nos anos seguintes (não escritas por Porter), sendo que a última é de 1997. Estas sequências são conehcidas como Glad Books e foram em maioria escritos por Elizabeth Borton ou Lummis Harriet Smith.

Glad Books

Harriet Lummis Smith: Pollyanna of the Orange Blossoms: The Third Glad Book/Pollyanna's Jewels: The Fourth Glad Book/Pollyanna's Debt of Honor: The Fifth Glad Book/Pollyanna's Western Adventure: The Sixth Glad Book


Elizabeth Borton: Pollyanna in Hollywood: The Seventh Glad Book/ Pollyanna's Castle in Mexico: The Eighth Glad Book/Pollyanna's Door to Happiness: The Ninth Glad Book/ Pollyanna's Golden Horseshoe: The Tenth Glad Book/Pollyanna and the Secret Mission: The Fourteenth Glad Book (escrito fora da sequência)

Margaret Piper Chalmers: Pollyanna's Protegee: The Eleventh Glad Book

Virginia May Moffitt: Pollyanna at Six Star Ranch: The Twelfth Glad Book/Pollyanna of Magic Valley: The Thirteenth Glad Book

Outros
Colleen L. Reece: Pollyanna Comes Home/ Pollyanna Plays the Game



Adaptações para o cinema e televisão
Mary com Micky Moore

1920: Pollyanna


Estrelado por Mary Pickford, este clássico da baixinha fez muito sucesso quando lançado. Conta-se que, tanto Mary, quanto Frances Marion (roteirista), odiaram fazê-lo. Mary já estava com quase trinta anos quando interpretou a menina de doze.


1960: Pollyanna
Da Disney, dirigido por David Swift, tem como Pollyanna Hayley Mills e tia Polly por Jane Wyman. O longa fez grande sucesso e foi marcado pela última performance de Adolphe Menjou. No entanto, o filme foge um pouco do romance e da versão de 1920, em alguns aspectos, especialmente quanto ao acidente de Pollyanna, que aqui ocorre quando tenta escalar uma árvore para entrar em seu quarto escondida (no livro tal acontece quando a menina é atingida por um carro)


1989: Polly
Esta versão foi um musical para a TV, que foi ao ar em 12 de novembro de 1989 na NBC. Ambientado em 1950, o elenco é todo de afro-americanos, exceto por Celeste Holm, e conta a história da órfã que foi morar com sua tia Polly na época da segregação racial e sua tentativa de unir a cidade. O longa teve uma sequência: Polly Comin Home. Foi indicado a dois Emmy. Keshia Knight Pulliam é Polly e Phylicia Rashād é tia Polly. 

Além destes, há também dois seriados e outro filme para televisão em homenagem ao dia das mães.


quarta-feira, 13 de junho de 2012

Alice Guy Blache, a primeira diretora de cinema

Assim como em vários setores da sociedade, a mulher como diretora dentro do cinema, também sofre descrédito e preconceito. No entanto, a profissão vem crescendo nos últimos anos, e temos várias talentosas diretoras, a exemplo de Sofia Coppola e Jane Champion a nos brindar com excelentes produções. Mas quem foi a pioneira, quem enfrentou as leis vigentes da época e abriu espaço para que a profissão crescesse ao longo dos anos?


Minha juventude, minha falta de experiência, meu sexo tudo conspirou contra mim. -Alice Guy Blache

Alice Guy Blache

Nascida na França em 1 de julho de 1873, Alice Guy foi criada pelos avós até os quatro anos de idade. Em 1877, a mãe de Alice a tira de seus avós e a leva ao Chile, onde a menina conhece o pai. De volta à França, em 1877, a livraria de seu pai fale e algum tempo depois este falece. Treinada como datilógrafa, Alice começa sua carreira como secretária na Gaumont Film Company. 


Em 1907 se casa com Herbert Blache, dai vem o sobrenome, que ao ser nomeado gerente de produção da Gaumont nos Estados Unidos imigra com a família para o país. Em 1910, Alice e o marido, em parceria com George A. Magie, lançam o Estúdio Solax, o maior estúdio pré-Hollywood da América. Enquanto Herbert trabalha como gerente e produção e cineasta, Alice é a diretora artística. O estúdio foi tão bem sucedido que, dentro de dois anos, foram capazes de investir cerca de cem mil dólares em novas instalações  de produção tecnológicas avançadas em Fort Lee, Nova Jersey. 


Herbert Blache
Alguns anos depois , 1918, Herbert abandona a esposa e vai para Hollywood com uma de suas atrizes. Com o declínio da Costa Leste como lar do cinema em favor do clima mais propicio de Hollywood, a parceria cinematográfica também acaba. 


De volta a França em 1922, embora nunca mais dirigindo nenhum trabalho, concede palestras sobre cinema e escreve romances baseados em roteiros. EM 1953 o governo francês lhe gratificou com a maior honra para um civil: a Legião da Honra.


Nunca mais se casou e em 1964 retornou aos EUA para ficar com uma de suas filhas, morrendo apenas quatro anos depois, aos 94,  em um lar de idosos.

Como diretora


Como a maior parte dos diretores de estúdio, Alice também começou sua carreira em outra área da industria cinematográfica. Primeiramente secretária até vir a ser chefe de estúdio. Blache é creditada como a primeira diretora mulher e também uma das estudiosas de linguagens e técnicas de cinema.

Entre 1896 e 1920 dirigiu mais de quatrocentos filmes, produzindo outros mais, que incluíam efeitos sonoros sincronizados e uma infinidade de outros recursos. Também foi a primeira, até agora única, mulher a dirigir o próprio estúdio, o Estúdio Solax (Fort Lee, Nova Jersey) entre 1910 a 1914.


Blache começou como secretária de Leon Gaumont, que trabalhava para um fabricante de máquinas fotográficas. Quando a empresa para qual trabalhavam ameaçou falir, Gaumont comprou junto com outros o inventário e formou em 1895 a Gaumont Film Company uma das mais importantes empresas de cinema do mundo. 


Como responsável pela produção, Alice mostrou um trabalho inovador na utilização de cor, som e efeitos especiais que veio a criar o considerado o primeiro filme narrativo da história do cinema: "La Fée Aux Choux" (1896). 





Depois veio "La Vie Du Christ", seu primeiro longa metragem e um dos maiores blockbuster do cinema mudo e "La Fée Printemps". Nos Estados Unidos, dirigindo e escrevendo, Alice assinou grande parte das produções do Estúdio Solax. Em 1922, lança "Tarnished Reputations", seu último filme. Depois na França, com a dificuldade de comprovar seu trabalho, já que poucos filmes sobreviveram, ela lança-se na carreira de romancista.



domingo, 10 de junho de 2012

Quando Hollywood se curvou a Laurence Olivier


Henrique V (1944) adaptado da peça homônima de Shakespeare, é considerado um dos melhores filmes já realizados por Laurence Olivier. 

Considerado o maior intérprete do dramaturgo inglês, quando se propôs a filmar Henrique V, Larry pediu a William Wyler, que já o havia dirigido em O Morro dos Ventos Uivantes (1939), para dirigi-lo. No entanto Wyler recusou dizendo que se era Shakespeare, Olivier deveria fazê-lo.

Quando pronto, o filme foi sucesso de crítica e público. O ator que ficara conhecido em terras estadunidenses com O Morro dos Ventos Uivantes (1939), agora mostrava que também sabia fazer grandes películas, até melhores que os próprios 'donos' do cinema. Uma publicação afirmou que Olivier mostrara a Hollywood como se colocava Shakespeare na tela.

Quando as indicações da Academia saiu, Henrique V havia recebido quatro: Melhor Filme, Melhor Ator (Laurence Olivier), Direção de Arte-Cor e o Prêmio Especial para Laurence Olivier por sua conquista como produtor, ator e diretor em trazer Henrique V para a tela.

Como visto, a Academia não abriu mão de seus Oscars e premiou Larry apenas com o Prêmio Especial. Entretanto, dois anos depois não teve outro jeito, com Hamlet, conseguiu seu único Oscar de Melhor Ator, o primeiro ator a ganhar o prêmio dirigindo a si próprio, fato repetido apenas 50 anos depois, quando Roberto Benigni obteve a estatueta por A Vida É Bela

Eu me propus ser o maior ator de todos os tempos. Quis ser conhecido e admirado. Minha ambição era tornar minha presença conspícua nos grandes palcos teatrais... Ostento uma coroa teatral invisível que me agrada, à qual tenho apego e não abandonarei. Laurence Olivier


Buscando mesclar o palco do teatro com as ações cinematográficas, Olivier inicia o filme com um enquadramento dentro do Globe Theatre. Na abertura, a câmera paira sobre uma maquete de Londres e vai expandindo-se para a ação na França.


Sinopse 



O longa conta quando o monarca inglês, Henrique V, sai rumo à França para reivindicar a coroa. A história é celebre pela Batalha de Agincourt. O exército inglês estava em número reduzido, 18 mil homens,  comparado ao francês, 60 mil homens. Prevendo o pior, o rei faz um discurso aos soldados, onde clama como se já houvessem ganho a batalha. Diante de tal incentivo, a Inglaterra vence o grande contingente da França. Henrique obriga os franceses a assinar um tratado de paz e o monarca se casa com Katherine da França.


Curiosidades

-Henrique V foi considerado propaganda ideal de guerra para o governo inglês, Laurence Olivier foi dispensado da Aviação Naval Britânica para atuar nele; 


-O filme serviu para alimentar o espírito de vitória  dos Aliados durante a Guerra;


-Devido à Guerra, o metal estava escasso portanto, sendo racionado, por isto, toda a armadura de cota de malha do filme foi feito de lã pintada de cinza;

-Filmado com orçamento de dois milhões de dólares, foi a produção britânica mais cara da época;

-A maior parte do filme foi filmada na Irlanda, país neutro na Segunda Guerra Mundial, onde o elenco estaria a salvo dos ataques aéreos da Luftwaffe;

-Os cortes mais significativos do texto - os que geralmente provocam críticas a Henry como um rei, foram supostamente feitos a pedido de Winston Churchill; 

-Olivier teve que fazer suas próprias cenas de ação, resultando em vários ferimentos, incluindo ombros fraturados;


-Vivien Leigh queria interpretar Katherine, mas David O. Selznick não liberou-a do contrato com a Selznick International Pictures, acreditando que o papel era pequeno para uma atriz daquele porte. Vivien nunca perdoou Selznick e nunca trabalhou para ele novamente. A personagem foi interpretada por Renée Asherson;

-Olivier não participou de um filme por um ano e meio para incentivar e atrair o maior público possível. Durante o tempo, o ator recebeu cerca de 460 mil libras livres de impostos;

-O título do filme abreviado é Henrique V. O título original é: The chronicle history or king Henry the fift with his battell fought at Agincourt in France;

-O filme com o maior título a receber indicação ao Oscar;


-As únicas linhas no filme que não foram escritas por Shakespeare são: "Farewell, farewell, divine Zenocrate/Is it not passing brave to be a king/And ride in triumph through Persepolis!"   , que pertencem a Tamburlaine, O Grande  de Christopher Marlowe; 

-A realeza francesa retratada no filme deveria refletir a atitude para com os nazistas na época - arrogante, incivilizado e rude.


*fontes: IMDb e Memorial da Fama







segunda-feira, 4 de junho de 2012

Rebecca, a mulher inesquecível (1940)

"Rebecca", o primeiro filme americano do diretor britânico Alfred Hitchcock relata a história de uma moça recém casada sendo assombrada pela memória da primeira esposa de seu marido.
O roteiro foi baseado no romance gótico de Daphne Du Maurier publicado em 1938. Embora sendo de autoria de Du Maurier, vários autores reclamam créditos sobre a história.

Spoiler Alerta
Joan Fontaine dá vida à nova esposa de Maxim de Winter (Laurence Olivier), e em nenhuma parte da película tem seu nome mencionado, sendo referida apenas como a nova Sra. de Winter. O casal se conhece em Monte Carlo, onde a moça está acompanhando uma velha senhora. Depois de casados ele à leva para sua propriedade na Inglaterra, Manderley, que é onde os problemas começam para a nova Sra. de Winter.


Todos os frequentadores da casa e empregados estão sempre comparando suas ações com as de Rebecca, a primeira esposa de Maxim. Daí o subtítulo apropriado que o filme recebeu no Brasil: "A mulher inesquecível".

Mesmo sem apresentar forma física durante todo o filme, Rebecca está sempre na mente de todos, sendo constantemente lembrada. Uma outra figura importante para o desenvolvimento da história é a governanta Sra. Danvers (Judith Anderson). 

A Sra. Danvers tinha uma relação de confidente com Rebecca, e ainda não aceitou sua morte, mantém o quarto da falecida como um santuário e sempre lembra a recém casada da sofisticação e elegância da outra.  A nova Sra. de Winter começa a se sentir a duvidar de seu relacionamento com o marido e a acreditar que nunca vai substituí-la em seu coração. No entanto, a moça começa a descobrir fatos da vida de Rebecca que ameaçam  destruir o mito que havia sido criado pela antiga Sra. de Winter.
Fim dos Spoilers

Curiosidades

-o nome da personagem principal nunca é revelado, sendo referida como a Outra Sra. de Winter, a Nova Sra. de Winter ou a Segunda Sra. de Winter, sendo que seu marido apenas a chama de querida; 

-a personagem título não aparece, no entanto tem uma forte presença na trama;

-no roteiro original a protagonista seria chamada Daphne, mas a autora não permitiu;

-Maureen O'Hara revela em sua autobiografia que era a primeira escolha para o papel principal;

-David O Selznick comprou os direitos do livro por cinquenta mil dólares para servir como veiculo para Carole Lombard. Também queria para o Maxim de Winter, Ronald Colman, que não aceitou pois falava sobre assassinato e o protagonista era mulher. Então o personagem foi oferecido a William Powell e Laurence Olivier, que aceitou trabalhar por cem mil dólares a menos que Powell e acabou por ficar com o papel;

-Em 1944, Edwina Levin MacDonald processou David O. Selznick , Daphne Du Maurier , United Artists e Doubleday por plágio. Ela alegou que o filme foi baseado em seu romance "Blind Windows", e pediu uma quantia não revelada de danos;

-por instrução de Hichcock, Judith Anderson raramente pisca os olhos durante a película;

-para manter a atmosfera gótica do livro, o diretor insistiu que fosse filmado em preto e branco;

-o filme fez tanto sucesso na Espanha que os coletes que Joan Fontaine usa na caracterização da personagem, passaram a ser conhecidos como 'rebecas', que ainda é usada atualmente para se referir a essa vestimenta;


-várias atrizes fizeram teste para o papel da segunda Sra. de Winter, entre elas a namorada de Laurence Olivier, Vivien Leigh. O ator ficou frustrado pela atriz não ter sido escolhida passou a tratar mal Joan Fontaine. Como a moça ficou insegura e deslocada, Hitchock mandou que todos a tratassem assim no set, já que o sentimento combinava com o da personagem.

-o personagem também foi oferecido a Olivia de Havilland, irmã de Fontaine;

-é o único filme do mestre do suspense a ganhar um Oscar de Melhor Filme. (Fonte IMDb)

Frases

 "Go ahead. Jump. He never loved you, so why go on living? Jump and it will all be over... "(Sra. Danvers)


(Vai em frente. Pule. Ele nunca te amou, então porque continuar vivendo? Pule e tudo acabará...) 

"She knew everyone that mattered. Everyone loved her." (Sra. Danvers)
(Ela conhecia tudo mundo que importava. Todos a amavam)

"Mrs. de Winter: [about her father] He had a theory that if you should find one perfect thing, or place or person, you should stick to it. Do you think that's very silly? 

Maxim de Winter: No, i'm a firm believer in that myself. "


(Sra de Winter sobre seu pai: Ele tinha uma teoria de que se você achou algo perfeito, ou lugar ou pessoas, você deve segurá-lo. Não acha isso bobo?

Maxim: Não, eu acredito firmemente nisso.)


Imagens via listal.com

domingo, 3 de junho de 2012

Atores e suas cinebiografias



Quando fala-se que vai lançar a cinebiografia de algum artista, os fãs ficam super ansiosos para saber quem será o escolhido para interpretá-lo. Quase sempre os fãs detestam a versão cinematográfica, não gostam do ator/atriz e por ai vai. Um exemplo disso, foi o fiasco do filme para TV The Audrey Hepburn Story (2000) na qual para interpretar a grande diva selecionaram Jennifer Love-Hewitt. Mas tem aqueles que agradam o público e marcam o personagem.

Com o lançamento de Sete Dias Com Marilyn ano passado, estão surgindo vários projetos biográficos de atores clássicos este ano. Um deles é sobre a vida de Grace Kelly, sendo interpretada possivelmente por Nicole Kidman, e outro sobre Judy Garland, com Anne Hathaway. Expectativas à parte, os fãs aguardam ansiosos os lançamentos que podem não ocorrer tão cedo.

Aqui vai uma lista daqueles artistas que cumpriram a promessa e conseguiram com sucesso interpretar um ídolo do cinema. Ou pelos menos, ficou marcado pela interpretação.

Donald O'Connor como Buster Keaton em O Palhaço Que Não Ri (1957)

















O filme foi um fracasso de crítica e público, mas Keaton pode sair da falência e viver seus últimos dias confortavelmente. O longa conta como Keaton foi em busca do sucesso e se tornou um dos maiores comediantes já vistos. Segundo Sidney Sheldon (diretor) conta em sua autobiografia, Buster Keaton ajudou durante a produção do filme e auxiliou-os durante as filmagens.



Faye Dunaway como Joan Crawford em Mamãezinha Querida (1981)

















Baseado no livro escrito pela filha adotiva da grande estrela, conta o tratamento que esta dispensava às crianças e a imagem contrária que tentava passar à mídia . O filme foi um fracasso total, destruído pela crítica e indicado para o Framboesa de Ouro, provavelmente por retratar a personalidade da atriz negativamente. O filme acabou por arruinar a carreira de Faye, mas não há como negar, eu pessoalmente acho que ela está perfeita como Joan.



Robert Downey Jr. como Charles Chaplin em Chaplin (1992)

















O filme relata a vida do comediante desde a infância até o recebimento de seu Oscar Especial em 1972, contando com suas aventuras amorosas e envolvimento político. Chaplin também conta com a presença da filha deste interpretando sua própria avó. Downer Jr. recebeu uma indicação ao Oscar de Melhor Ator pela atuação.



Martin Landau como Bela Lugosi em Ed Wood (1994)

















O longa conta a história do 'pior' diretor de todos os tempos quando ele se envolve com vários atores desajustados, entre eles, o eterno Drácula, Bela Lugosi em fim de carreira. Landau recebeu Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo papel.


Cate Blanchett como Katharine Hepburn em O Aviador (2004)

















O Aviador por relatar a vida do aviador e diretor Howard Hughes obviamente exibiria algumas estrelas com quem o milionário trabalhou. Nele aparecem várias, desde Errol Flynn (Jude Law), Jean Harlow (Gwen Stefani) a Ava Gardner (Kate Beckingsale). Mas o grande destaque mesmo é Cate Blanchett dando vida à ruiva Hepburn. Os trejeitos e a voz são imitados perfeitamente. Sua atuação é tão grande que a australiana recebeu o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante.






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