sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Gigi (1958)


Polêmico ganhador do Oscar, Gigi  foi o último grande musical da MGM, que discutia várias das moralidades francesas aplicadas no fim do século XIX.

Sinopse: Na Paris da virada do século, uma garota chamada Gigi (Leslie Caron) é treinada por sua tia e avó para se tornar uma cortesã, o que a menina acha desnecessário. Enquanto isso, o mimado Gaston (Louis Jourdan) vive à caça de emoção. Ao se envolverem romanticamente, Gaston revela à Gigi o plano de torná-la sua amante, o que a menina se opoem, para desgosto de suas treinadoras. Com Maurice Chevalier como o tio de Gaston.


Dirigido por Vicent Minelli , Gigi foi a maior bilheteria do cineasta. Produzido no auge dos musicais, Gigi é um filme puramente escapista, por isso muitas vezes criticado. Além disso, o longa causa "raiva" nos cinéfilos por ter ganho nove Oscars, todos aos quais concorreu, um recorde até então, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor. O filme, na premiação, concorria com Gata em Teto de Zinco Quente. Merecendo ou não, Gigi hoje já é considerado um pequeno clássico tendo sido selecionado pela Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos como sendo "culturalmente, historicamente ou esteticamente significativo". O filme também é considerado o último grande musical da MGM, que após o recebimento dos prêmios, instruíram seus telefonistas a atenderem as ligações respondendo "Hello, M-Gigi-M". 

Baseado na novela de mesmo nome de Colette, Gigi também foi adaptado para a Brodway, tendo sido estrelado por Audrey Hepburn, primeira escolha para o elenco. As músicas que compõe a trilha sonora são de autoria de Lerner e Loewe, arranjadas por André Previn.

Para poder adaptar a história para o ecrã, o rpodutor Arthur Fredd teve que lutar contra o Código Hays de que a história era condenando os amantes ao invés de glorificar a relação.


Através da história de Gigi, nota-se o tratamento dos cavalheiros franceses destinado às damas de classe inferior e o que era esperado destas socialmente. Enquanto que para as classes altas, a dama deveria preocupar-se em ser culta e distinta a fim de casar-se bem, a de classe menos favorecida devia fazer o mesmo, mas para se tornar amante e ser cuidada pelos ricos cavalheiros.

A situação da mulher no filme é retratada de modo divertido, porém sutil. O descaso dado ao suicídio da amante, o tratamento que as mulheres dão umas às outras, a ambição de conseguir a graça de um rico e o medo de perdê-lo para outra. A preocupação com idade e beleza, roupas e luxo.

A moça Gigi porém demonstra uma independência e feminismo que já estava nascendo naquele começo de século. Ao recusar a proposta de Gaston, a garota manifesta não se contentar apenas em ser amante, tem ambição e dignidade diferente e à frente daquelas de seu círculo social.

Gigi também é uma história de amor. Moldado nos contos de fada. Uma Cinderela que ao ser notada pelo príncipe, este a persegue até que a torne sua esposa, apesar da condição social desta.

Os números musicais são um espetáculo à parte. Alegres, coloridos e dançantes. Muito bem construídos por um dos mestres do musical, Vincent Minelli. O desempenho principal e mais conhecida, Thank Heaven For Little Girls, cantada por Maurice Chevalier, logo nos créditos iniciais, figura em 56º na lista do American Film Institute, 100 anos...100 músicas. Amúsica em si dia o ritmo e moral do filme, como fica aparente na letra.

"Thank heaven for little girls
For little girls get bigger every day!

Thank heaven for little girls
They grow up in the most delightful way!

Those little eyes so helpless and appealing
One day will flash and send you crashin' thru the ceilin'

Thank heaven for little girls
Thank heaven for them all,
No matter where no matter who
For without them, what would little boys do?

Thank heaven... thank heaven...
Thank heaven for little girls! "





2 comentários:

  1. É bacana como a situação da mulher é retratada nesse filme, mesmo que de maneira sutil. Eu vi uma versão dublada, por isso não gostei muito. Em todo caso, acredito que Gigi esteja abaixo de outros musicais da MGM.
    Beijos!

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  2. Confesso que não gostei do filme, mas acredito que, se eu assistir mais uma vez, com as informações cinéfilas que tenho agora, poderei apreciá-lo.

    Beijos.

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