sexta-feira, 3 de agosto de 2012

The Scarlet Letter e suas versões


A obra de Nathaniel Hawthorne de 1850 rendeu ao cinema várias adaptações até os dias presentes. Este post é apenas um compilado dessas obras.


Leia mais sobre The Scarlet Letter (Livro)


A Letra Escarlate (The Scarlet Letter) é uma reflexão sobre as moralidades aplicadas pelos puritanos no começo do século XVII. Nele, a protagonista Hester Prynne é condenada pela sociedade a usar uma letra "A" no peito representando "adultério" por ter concebido uma filha fora do casamento. A obra conta com três personagens principais: Hester (a adultera), Arthur Dimmesdale (reverendo e possível pai da criança) e Roger Chillingworth (marido de Hester e médico do povoado).


No IMDb estão registrados 10 adaptações, sendo 7 da época do cinema mudo. As mais conhecidas são as de 1926, de Victor  Sjöström e a de 1995, de Roland Joffé.


A primeira versão é de 1908, com Gene Gauntier e Jack Conway. A segunda, de 1911 é estrelada por Lucille Young e King Baggot, sendo o primeiro filme a ser lançado pelo selo "IPM de Luxe", estratégia publicitária para atrair público com base em artistas populares.


imagem via 100 Year Old Movies

Dois anos depois, 1913, num filme colorido, de fato o primeiro a usar a técnica do Kinemacolor, umas das técnicas "primitivas" de colorização de filmes, The Scarlet Letter entrega as performaces de Linda Arvidson e Murdock MacQuarrie. A produção foi censurada na capital do estado de Rhode Island, Providence, por ser considerado ofensivo para com os clérigos. Os três primeiros lançamentos são curta-metragens e o único que chegou completo aos dias atuais é o de 1913.  
Cena de 1917 


A produção seguinte, de 1917, traz Mary Martin e Stuart Holmes nos papéis principais. A versão registrada como de 1920 não apresenta nenhum dado no arquivo do IMDb, sabendo-se apenas que é produzido pela Selznick Pictures Corporation. Em 1922 os britânicos rodam sua própria versão, com Sybil Thorndick e Tony Fraser.


Pode-se notar a frequência em que a história era rodada na época, pois, até a versão de 1926, o período entre os lançamentos das películas não ultrapassaram quatro anos.


Lillian Gish em cena no longa de 1926

A versão de 1926 conta com Lillian Gish e Lars Hanson no elenco. Curiosamente o livro constava como obra proibida de adaptação cinematográfica na época. Mas Lillian Gish escreveu ao chefe da censura Will Hayes garantindo que a história iria ser de "bom gosto". Como resultado a proibição foi retirada, sendo que as filmagens foram produzidas em colaboração com o Conselho  Federal das Igrejas de Cristo. Apesar de ter Gish no elenco, o filme foi fracasso de bilheteria, pois já estava nos anos finais do estrelismo de Lillian Gish no cinema.


Apesar de 10 adaptações, The Scarlet Letter  de 1926 ainda é considerada referência. Apresenta Gish numa de suas melhores e mais sutis performances. Ao contrário das outras versões, Victor Sjöström, foca no romance proibido de Hester Prynne e Arthur Dimmensdale, invés das críticas à sociedade puritana.

Colleen Moore
Em 1934 foi filmado a primeira versão sonora da obra de Nathaniel Hawthorne, com Colleen Moore e Hardie Albright. Nele Henry B. Walthall reprisa seu o personagem de Roger Chillingworth que havia interpretado em 1926. 


Após 1934, The Scarlet Letter só foi rodado 39 anos depois, em 1973,  numa versão alemã (Der Scharlachrote Buchstabe), estrelada Senta Berger e Hans Christian Blech.


A produção mais recente, e também mais conhecida pelo público contemporâneo, é a de 1995, com Demi Moore e Gary Oldman. Esta versão foi bastante criticada por alterar o final, mas segundo Demi Moore, "poucas pessoas tinham lido o livro". (The Scarlet Letter-livro virou best seller na época de seu lançamento)

Além das dez produções citadas acima, The Scarlet Letter também rendeu um filme para TV de 1977 e uma minissérie em 1979.


Hester Prynne (Lillian Gish) e Arthur Dimmensdale (Lars Hanson) 

4 comentários:

  1. Que interessante o livro ter ganhado tantas adaptações para o cinema mudo! Gosto demais da Lillian Gish, este final de semana mesmo vou assistia um filme del, chamado Vento e Areia. Com certeza A Letra Escarlate será um dos próximos!
    Beijos!

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  2. Sempre lembro da versão com a Lilian! Difícil não recordar desta obra... Muito boa!
    A outra que vi foi a bizarrice com a Demi Moore! ehhehehe
    Adorei a retrospectiva de versões!

    ;D

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